Brasil, 8 de julho de 2014. Você se lembra desta data? Talvez não. Mas certamente vai se lembrar quando eu lhe mostrar apenas três palavras: SETE A UM!
Lembrou?
Nesse dia, o país inteiro parou…
O Mineirão silenciou…
O placar marcava 7×1.
O Brasil chorou…
Aquela tarde ficou marcada como a grande derrota da seleção brasileira para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Foi uma ferida aberta na alma de uma nação apaixonada por futebol. Tudo parecia desmoronar: o orgulho, a esperança, a alegria coletiva. A decepção estampou cada rosto e, até hoje, é difícil aceitar aquele resultado. A partir daquele dia nossos olhos podiam apenas contemplar a Taça de 2014, mas nossas mãos já não podiam tocá-la.
A sensação era de que a derrota não havia acontecido apenas no placar, mas também no coração de cada torcedor brasileiro. O resultado só não foi mais cruel graças ao apito final do árbitro da partida.
O 7 a 1 marcou tanto uma geração que se transformou em expressão de humilhação, vergonha, fracasso e decepção. Quantas vezes já ouvimos alguém dizer: “Minha vida está um 7 a 1…” referindo-se, claro, ao 1 do placar.
É nesse ponto que a imagem deixa de ser apenas um placar histórico e passa a revelar uma camada mais profunda a ser observada: a sensação humana de derrota, fragilidade e impotência diante das circunstâncias.
Ao trazer essa imagem para o nosso cotidiano, vemos que muitos vivem como se estivessem constantemente sob uma derrota. Parece que a vida, às vezes, nos coloca diante de circunstâncias que nos fazem sentir pequenos, frágeis e incapazes de mudar o rumo do jogo e que só restam frustração, vergonha e desânimo
Mas você sabia que muitos homens e mulheres de Deus também viveram o seu próprio “7 a 1”?
Davi foi um deles. Ele clamou: “Até quando, Senhor? Para sempre te esquecerás de mim? Até quando esconderás de mim o teu rosto?” (Salmo 13:1). Ana conviveu, ano após ano, com a tristeza de não poder gerar filhos 1. Elias, depois de uma grande vitória, pediu para morrer2. Jonas, no ventre do grande peixe, enfrentou angústias tão profundas quanto o mar em que estava.3 Marta e Maria aguardavam, mas Jesus “demorou” a chegar, e Lázaro morreu.4 Pedro negou Jesus três vezes e chorou amargamente.5
A fé em Deus nunca foi uma fuga da dor humana. Ao contrário disso, é nela que encontramos a força para enfrentar as oposições que surgem ao longo do caminho. As Escrituras não escondem as lágrimas, os fracassos ou as noites escuras. Pelo contrário: transformam cicatrizes em memória de esperança e restauração. A fé e a confiança em Deus nos ensinam que esses sentimentos não foram o fim para nenhum daqueles que O serviram, tampouco serão o capítulo final de nossas vidas.
O Salmo 112.7 declara que o justo “não teme más notícias; o seu coração está firme, confiante no Senhor”.
Ao contrário do futebol, Deus não depende de placares favoráveis para cumprir Seus propósitos. O que muitas vezes parece ser o fim para nós, para Deus é apenas o começo de algo novo, oportunidades, milagres e mudanças.
Talvez hoje você tenha perdido a esperança de que as coisas possam mudar. Mas eu afirmo: Deus está no controle. Ele não foi surpreendido pela sua dor. Ele deseja ajudar você a superar esse sentimento e, acima de tudo, a sair dessa situação. Deus não desiste e nunca abandona os Seus filhos.
O resultado de um jogo não pode mais ser alterado, mas com Deus, o 7 a 1 da vida pode ser transformado. Basta confiarmos no “Grande Técnico”, seguirmos Sua tática e fazermos as substituições necessárias para que o jogo mude e a grande virada aconteça.
Quero apresentar a você cinco versículos da Palavra de Deus para fortalecer sua fé. Leia, medite e permita que o Espírito Santo renove sua perspectiva.
“Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Romanos 8.37).
“Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3.13–14).
“Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4.13).
“Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o Seu poder que atua em nós.” (Efésios 3.20).
“Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” (2 Timóteo 1.7).
A vida não é um 7 a 1. Sim, enfrentamos lutas e tribulações; elas fazem parte da condição humana. Mas lembre-se: existe um Deus poderoso, presente e amoroso que deseja sustentar você em todos os momentos.
O apito final sempre é o de Deus!



